Brasil burnout

Burnout é uma expressão utilizada para nomear um tipo de stress que ocorre com pessoas que trabalham atendendo, cuidando e/ou ensinando outras pessoas.
O termo Burnout é uma composição das palavras em inglês burn = queima e out = exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
Burnout é tida como uma síndrome. É um tipo de sofrimento mental desencadeado quando os profissionais que trabalham com o público são submetidos a várias situações estressantes em seu ambiente de trabalho, fazendo com que os mesmos se tornem pessoas frias e sem mais nenhum envolvimento emocional com as atividades que executam e com as pessoas com as quais trabalham.
Atualmente muitos autores e pesquisadores têm estudado esta síndrome que atingem professores e educadores, principalmente da rede pública. Em seus estudos detectaram certas situações estressantes às quais esses profissionais são submetidos e que os levam a adquirir este mal. Algumas destas situações são citadas abaixo como as causadoras de Burnout:
- Problemas de disciplina na escola,
- Violência dos alunos para com os professores,
- Falta de segurança dentro da sala de aula,
- Administração insensível aos problemas do professor,
- Burocracia que entrava o processo de trabalho,
- Pais omissos que não educam seus filhos e não atendem as solicitações do professor com relação aos mesmos,
- Transferências involuntárias,
- Críticas da opinião pública,
- Classes superlotadas,
- Falta de autonomia,
- Salários inadequados,
- Falta de perspectiva de ascensão na carreira,
- Falta de preparo dos alunos para estarem na série em que estão - falta de pré-requisitos,
- Salas completamente heterogêneas em termos de conhecimentos (tem alunos em séries avançadas que ainda não sabem ler e nem escrever),
- Carga excessiva de trabalho (Manhã, tarde e noite),
- Avaliações constantes - diárias de seu trabalho.
Enfim, são situações que realmente mexem com o lado emocional de qualquer pessoa que tenha que se submeter a elas todos os dias de sua vida.
Então o que se tem notado é que muitos desses professores assumem uma posição de defesa emocional apresentando uma certa frieza frente a seus alunos, não se deixando envolver com seus problemas e dificuldades. E este comportamento defensivo, frio e muitas vezes agressivo recebe o nome de Síndrome de Burnout.
Os estudos também indicam que a solução para este estado de desistência do trabalho seria a ajuda de psicólogos e médicos e sugerem que os profissionais em estado de Burnout tirem férias, pratiquem atividades físicas regularmente e procurem ter uma vida saudável que inclua passeios com amigos e com a família.
Os pesquisadores dizem também que é possível interromper esta síndrome quando os primeiros sintomas surgem se o profissional acreditar na sua própria capacidade de transformação.
Eu particularmente não acredito que a responsabilidade da cura desta doença deva ser atribuída justamente a quem está doente! Muitos escritores (românticos na minha opinião) escrevem dizendo que cabe ao professor mudar este quadro e chegam a escrever de forma a desafiar estes profissionais a procurarem uma forma de reverter a situação em que se encontram.
Eu penso que se NÃO houvessem os problemas citados anteriormente não haveria a tal da Síndrome de Burnout!
A política educacional deste país não valoriza a educação da população, preocupa-se apenas com dados estatísticos a seres apresentados aos países estrangeiros. Preocupa-se em “empurrar” o aluno para as próximas séries até que ele saía da escola e deixe de dar despesas para o governo, e para isso criam a tal da “progressão continuada”, que na minha opinião é uma grande enganação!
Ninguém consegue ensinar nada, ninguém consegue aprender nada e ninguém se importa com isso!
É obvio que um professor doente que atende á alunos também doentes não vai produzir nada (ou muito pouco) em sala de aula! E não penso que seja com pensamentos e frases positivas e desafiadoras que o problema do ensino no Brasil vá ser resolvido.
A cura para a situação da educação deste país é simples e chama-se “Justiça” (uma palavra bem mais simples, porém bem mais irreal do que “Burnout”).
O dia que houver uma distribuição de renda justa, proporcionando condição de vida mais humana ás famílias acredito que teremos alunos mais educados (mais civilizados) nas escolas.
Neste dia acredito que apenas as pessoas que realmente têm talento para ensinar vão se interessar em se formar como professores e estes sim serão realmente competentes ao tratar e ensinar seus alunos. E ninguém será acometido de nenhum tipo de stress de origem profissional (com nome chique ou não) que o impeça de realizar seu trabalho com sucesso e de se satisfazer profissionalmente.
Até lá (e fazendo uma referência ao artigo Inclusão Digital - agora para os professores), penso que os computadores com preços mais acessíveis podem ajudar os professores a se atualizarem sim, mas tenho minhas dúvidas se os conhecimentos adquiridos poderão ser transmitidos para os alunos na atual situação em que se encontram.
E tem mais, posso dizer com total certeza, que se esses alunos conseguirem adquirir estes computadores (com algumas excessões – lógico), apenas o utilizarão para bate papo (escrevendo um português todo errado) e para acessar sites pornográficos!
Alguém duvida disso?




